Novo serviço pode acabar com consoles de videogame

Sem exigir uma plataforma, e nem um computador de alto desempenho, o OnLive Game Service promete mudar o mercado dos jogos
REDAÇÃO ÉPOCA

PRATICIDADE
Com apenas este aparelho, uma internet veloz e uma televisão, o assinante do OnLive vai poder jogar direto da web com a qualidade de consoles de última geração
O OnLive Game Service, um serviço totalmente online para jogos, foi apresentado na Conferência de Desenvolvedores de Jogos, em San Francisco, como uma ferramenta que pode mudar o mercado de games, um dos mais lucrativos do setor de entretenimento atualmente. Ainda não disponível para o público, o sistema permitirá que assinantes tenham acesso a jogos diretamente pela internet, sem consoles ou super-computadores. Segundo os criadores do OnLive, será necessário apenas uma internet veloz conectada a um PC razoável, ou mesmo a uma televisão, para jogar.

No novo serviço, os programas ficam armazenados nos servidores da própria OnLive, e todas as operações são realizadas pelos computadores da empresa. Só o vídeo é processado pelo computador do jogador, o que não exige um grande desempenho da máquina. Várias das maiores empresas desenvolvedoras de jogos, como a Eletronic Arts, a Ubisoft e a Warner Bros, demostraram interesse no projeto, que deve ser lançado ainda este ano.

Se conseguir desbancar os grandes consoles atuais, como o Xbox, da Microsoft, e o PS3, da Sony, o OnLive pode colocar o videogame, um meio ainda dependente de mídias físicas como o CD, no mundo digital. Para as produtoras de jogos, acabaria o problema de ter que criar várias versões de cada jogo, devido às múltiplas plataformas existentes. Para os jogadores, seria o fim do dinheiro gasto em melhorias no computador ou na aquisição de novos consoles. No caso da televisão, é necessário apenas comprar um pequeno aparelho uma única vez.

A ideia que torna possível o OnLive é a de cloud computing, conceito em que os computadores pessoais passam a ser apenas dispositivos para se conectar à web e não precisam mais executar ações de processamento e armazenamento de dados, que passam a ser oferecidas como serviços pelas empresas. O Google Docs, substituto online dos editores de texto, e sistemas operacionais de celulares, como o Android e o Windows Mobile, são exemplos de ferramentas que usam cloud computing.

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